terça-feira, 5 de julho de 2016

Pós-parto, puerpério e baby blues

Meninas,

Como disse no post anterior, volto a trabalhar mês que vem e não posso deixar de escrever o relato dos momentos mais importantes de tudo que vivi nos últimos 6 meses. O tempo vai voando, o cansaço tirando minha memória e quando for ver, esqueci de muita coisa. Então, antes tarde do que nunca, vai aqui o relato do meu pós-parto.

Foi MUITO complicado. Não tive depressão pós-parto, graças a Deus, mas um baby blues difícil de lidar. Por mais que na teoria eu soubesse que isso poderia acontecer, quando aquela melancolia misturada com uma oscilação terrível de humor bate, você só quer chorar.

Pra completar, tive uma complicação pós-cesárea chamada seroma. É um acúmulo de líquido na região próxima à cicatriz. Doía muito e incomodava. Um belo dia por volta de 1h da manhã, o seroma abre e espalha sangue misturado com líquido por todo meu quarto. Aff! Cenário de guerra. Liguei pra minha mãe correndo pra ela ficar com a Manuela e fui pra Perinatal com Eduardo. Tive que fazer  por mais de 1 mês um acompanhamento semanal com a Dra Célia para drenar o restante do líquido. 

Então, já viram né? Além de ter que lidar com toda a novidade que um bebê traz à vida de uma família, com todo o cansaço, dor pelo bico do peito rachado e uma rotina louca, tive que enfrentar o baby blues e uma dor quase incapacitante do seroma. Ah! E um corpo quase 30 kgs mais gordo e inchado, sem a desculpa de ter um bebê dentro dele.

E teve mais: uma dieta mega blaster restritiva para não dar cólica na Manu e perder peso. Pra você, amiga diferentona magra, que defeca e anda para comida isso não tem peso. Só que quando um dos seus maiores prazeres é comer, você quer matar um.

Tudo isso no calor senegalês do Rio de Janeiro, no auge do verão.

Por tudo isso, não queria ver ninguém. Só mãe, irmãs, 2 tias, avó e o marido. Não queria ver mais ninguém na minha frente, nem amigas. E aí surgiu mais um problemão. Meus sogros são avós da Manu e tem o mesmo direito de vê-la que a minha mãe. Meus cunhados são tão tios quanto as minhas irmãs. Hoje em dia isso está mais do que claro na minha cabeça, mas naquela época o puerpério não me permitia ver. Eu só queria ficar isolada com os poucos que me sentia acolhida e não ver mais ninguém, tampouco receber visitas. Visitas essas que quase sempre vinham cheias de palpites e opiniões não pedidas.

Quando a mãe dá à luz, as pessoas estão pouco se importando com ela, salvo raras exceções. O foco é no bebê e ninguém entende que puerpério é coisa séria.  Muito séria. O marido achava que eu estava de má vontade pra receber as pessoas. Acho que se dependesse dele, faríamos um churrascão de chegada da Manu hahaha.Uma vez discutimos pois alguém queria vir aqui e ainda trazer a namorada. Não queria nem ver a pessoa, quanto mais "fazer sala" pra namorada, que eu não tenho a menor intimidade.

O meu enlouquecimento ficou pior porque no primeiro mês Manu não podia sair de casa. Depois só foi liberada para frequentar locais abertos, que é quase a mesma coisa que nada, porque não tem muitas opções. Autorizada para ir a locais fechados só depois dos dois meses. Então, ao mesmo tempo que não queria ver ninguém, enlouquecia porque ficava o dia todo sem ver gente, sem tomar um ar.

O período punk durou uns 2 meses e meio. Depois, tudo começou a melhorar.

Curti cada segundinho da minha filha nesse tempo, mas nem de longe, temos a qualidade de convivência que temos hoje. Era tudo muito cheio de medo, insegurança e isolamento.Se sinto saudades? Acho que não. Vou sentir eternamente do período dos 3 meses em diante. Essa fase está muito gostosa, cheia de novidades, descobertas e, a cada dia que passa, amo mais minha Manu. Chega a doer o coração.

A você que está passando por isso ou está prestes a passar, um conforto: passa!! Passa mesmo e rápido. Não se sinta culpada por se sentir assim, porque é mais do que normal. Tanto é que ainda pretendo ter outro filho e sei que passarei por tudo novamente. Talvez, de forma mais tranquila porque já sei como tudo vai se desenrolar.

Espero não ter assustado ninguém, porque não foi essa a intenção. Apenas falei a verdade.

Até breve!
Beijinhosssssss

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Relato do parto

Oi, meninas!

Desculpem o sumiço, mas vcs me entendem né?

Vamos ao relato do meu parto...

Como muitas sabem, a gravidez inteira disse que faria cesárea. Um "trauma" anterior foi decisivo pra eu tomar essa decisão. É que acompanhei minha prima no pré-parto dela e presenciei uma cena tão medonha, que desmaiei. Desde então (isso foi em março de 2006), afirmei pros quatro cantos do mundo que quando tivesse filho não faria um parto normal de jeito nenhum.Quando a minha médica puxava esse assunto nas consultas, eu nem dava muita importância porque a cesariana era algo bem claro na minha cabeça.

Só que ao mesmo tempo, sempre achei importante esperar a hora do neném sinalizar que estava pronto para chegar ao mundo. Ou seja: não entrava na minha cabeça um obstetra interferir nos planos de Deus e da natureza e tirar o bebê à força do meu ventre.

Com o tempo e o avançar da gravidez comecei achar contraditório da minha parte querer entrar em trabalho de parto e fazer cesariana. Sem muita lógica né? Afinal, a partir do momento que o neném estaria sinalizando que queria nascer, que sentido teria chegar na maternidade e pedir para abrirem minha barriga?! Assim, fui me acostumando com a ideia do parto normal e me informando a respeito.

Combinei então com minha médica que se estivesse tudo bem, se as condições fossem favoráveis e se eu entrasse em trabalho de parto, tentaria o parto normal.Entretanto, com uma ressalva: durante pouco tempo e sem muito sofrimento. Lá no fundo do meu coração, eu ainda tinha medo por muitas histórias com final triste. Sei que é uma bobagem, mas EU nunca vi uma cesariana que tivesse terminado em bizarrice, mas parto normal já. Que fique claro: MINHAS experiências, pelo amor de Deus. Esse não é um post pra convencer ninguém de nada, até porque acho que CADA CASO É UM CASO e os DOIS partos são ótimos de acordo com cada situação.

Bom, tudo acertado para o PN, o final da gestação foi se aproximando. Toda semana fazia perfil biofísico e Manuela já estava na posição certinha, mas...nem sinal de TP ainda. Meu maior receio era entrar em TP entre natal e revéillon, mas Manuela segurou bem. Segurou até demais. Começou a me dar desespero ver a 40a semana passar e...nada. 41a e...colo fechado e longo ainda. Minha médica marcou uma data porque não poderíamos mais esperar. O dia escolhido foi 12 de janeiro de 2016. A priori, ela faria a indução do parto, mas não estava muito confortável com a situação. Afinal, se a natureza não tinha agido até ali, algum motivo tinha né?

Minha intuição estava certa. No dia 11 à noite fiz o último perfil e adivinhem! Colo longo compatível com uma gestação de 3 meses. Sim! 3 meses! Ou seja: nem que eu quisesse, dava pra induzir. E acreditem: eu não queria induzir parto nenhum! Na verdade, eu nem queria o parto em si. Só queria entrar em trabalho de parto. Já que não entrei, 'bora pra cesariana.

Saí da clínica onde fiz o perfil e fui direto pra casa. Minhas irmãs quiseram passar a noite aqui na minha casa para irem para a maternidade 'junto com a Manuela'. Pedimos uma pizza e minha mãe veio comer com a gente.Depois disso, dormi como um anjo.

No dia 12 acordei às 05 horas da manhã.  Tomei meu banho, me maquiei, acordei Eduardo, minhas irmãs e lá fomos nós pra maternidade. Cheguei lá e já estavam minha madrinha e minha avó. Fiz todo o trâmite para a internação e segui para o quarto. Arrumei lembrancinhas e minhas coisas e fiquei aguardando. Logo começou a chegar gente!

Uma sensação de nó na garganta  não saía de mim! Uma felicidade misturada com uma emoção louca! É MUITO louco imaginar que dali a poucos instantes teria uma pessoa a mais no mundo, que sairia de mim, dependente de mim até para se alimentar, que habitaria meu lar... gente! Muito louco! As pessoas no quarto ajudavam a me tranquilizar, mas o nó não saía. Retocava minha make pra me distrair (e pra ficar bonitinha nas fotos hahaha) , mas o coração parecia que ia explodir

Os médicos foram ao quarto, conversaram comigo, a enfermeira foi me preparar e em poucos instantes o maqueiro foi me buscar. Antes de ele me levar, minha mãe fez uma oração e me abençoou.   Todos vieram  se despedir e desejar boa sorte. Ali já estava aos prantos e assim segui até o centro cirúrgico.

Parênteses pra falar do centro cirúrgico da CS São José. Tudo novinho e limpinho!! Equipe 1000!

Bom, foi aplicada a famigerada anestesia. Vomitei muito. Ai que saco!! Um enjôo absurdo. Pior é que estava toda cheirosinha, lindamente maquiada e o vômito estragou tudo hahaha. Em seguida, liberaram a entrada do marido, que ficou o tempo todo sentado ao meu lado.

Começaram a cirurgia. Ansiedade a mil. Passado um tempo, a Dra Celia falou pra pediatra: "Prepara o equipamento porque já vai nascer". Nessa hora meus olhos encheram de água e meu coração parou!! Passados uns segundos, Dra Célia falou pro Edu que já poderia levantar porque já estava vendo a Manuela e ela já ia nascer. E em alguns segundos, ouvi o som mais lindo e aguardado da minha vida inteira: o choro da minha filha!!!

O pós-parto é assunto pra outro post.

Ps: escrevi esse relato em fevereiro ou março. Resolvi publicar e vou voltar a postar pra não esquecer os momentos tão intensos e mágicos que estou vivendo, desde que me tornei mãe.
 




terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Nasceu!


   É com muita cara de pau que escrevi esse título do post. Afinal, Manu já nasceu há 3 semanas hahaha. 

    Entretanto, vcs me entendem né? A rotina com um recém nascido em casa é punk e muito diferente da que eu estava acostumada. É muito louco porque apesar de não estar dormindo, estar morta de cansaço, comendo muito pouco (por conta das cólicas), sujando minhas roupas de leite e golfadas, com dor nas costas e no corpo, eu não trocaria minha vida atual pela anterior de jeito nenhum!

    Eu que nunca fui muito frufru com essa coisa de maternidade, nunca tive o menor jeito com criança e até pouco tempo tinha pavor em me imaginar grávida, virei a mãe do ano hahaha. É clichê, mas é verdade: filho é o maior amor do mundo, algo sem explicação. Às vezes me pego chorando olhando pra Manuela. Chorando de tanto amor que não cabe aqui no peito. Coisa mais maluca, gente!

    Bom, Manu nasceu super saudável e um bebezão! Chegou a esse mundo no dia 12 de janeiro, com 3,830 kg e 50,50. Meu parto como eu já havia antecipado aqui foi cesárea. Depois conto detalhes sobre isso. No meu caso, eu não tinha opção. 

Fiquem agora com algumas fotinhas da minha princess:




Prometo que volto em breve pra falar do parto, da rotina e das visitas palpiteiras hahaha

Beijossssssssss